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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Mudando de Assunto... Ressaca da EAPIC


Meninas, estou viva e respirando.

O que eu estou é meio estrupiada, e vou contar o porquê.

Do dia 3 ao dia 12 de Julho, rolou aqui a 36ª EAPIC, a Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de São João da Boa Vista.

Trocando em miúdos, é a festa de peão da minha cidade. Todo ano, a cidade enche de gente de toda a região e tudo fica em clima de festa durante uma semana inteira. Todo mundo fica animado e tem festa todos os dias. Parece um combo de Natal + Ano Novo + Semana do Saco Cheio.
Nem lembro o significado de "dia útil" nesse período!

Tem exposição de animais, rodeio (tamo no circuito nacional, benhê :P), provas de montaria parque de diversões, barracas com comida, além dos shows. Todo dia tem um show diferente!
É um dos momentos mais gostosos de morar no interior.

Eu amo a EAPIC. Vou desde a 6ª série e aproveito horrores.

Já caí de bunda no barro (clássico), fui perseguida por um touro solto, tomei aquelas batidas dumal à 1 real o copo (minha mãe que não leia isso) e me arrependi no primeiro gole, perdi brincos na arena (outro clássico), levei cantada brega de peão, enfim já vivi todos os clichês que uma festa dessas pode ter.

Assim, como eu já falei, não sou a pessoa mais peoa ou sertaneja que existe. Apesar de ser do interior(rrrr) e ter vaquinhas pastando na colina em frente à minha casa, eu não sou muito do campo em alguns sentidos.

Mas, igual ao carnaval, em que eu solto a piriguétchy de abadá que existe dentro de mim, durante a EAPIC eu solto é a piriguétchy caipira. (Sim, eu tenho MUITAS piriguétchys dentro de mim!)

Tiro a bota véia e estrupiada de couro do armário (que, depois de anos sendo minha fiel companheira, foi pro lixo depois de nenhum dos seus dois zíperes saírem do lugar e de eu finalmente ter criado alguma vergonha nessa cara e ter comprado uma bota decente. E que não tivesse uma ponteira de "couro" de cobra), me monto toda com mil blusas e casacos só pra morrer de calor no meio da arena (é muito calor humano, gente) e fico fingindo que sei cantar as músicas nos shows. Sim, porque confesso que nem dou a mínima pra rodeio e mimimi. Vou mesmo é pra ver show.

E o melhor é como eu acompanho quem é a nova dupla do momento. Jemte, que saudade de quando Chitãozinho e Xororó eram a dupla de sucesso. Da década.

Agora, à cada três meses é uma nova que tá estourando. É só aprender que quem canta "Fada" são dois caras chamados "Victor e Léo" que já me aparecem Fernando e Sorocaba. Hugo Pena e Gabriel. Ellens (pra quê uma dupla sertaneja precisa de dois nomes diferentes, me digam? Essas duas foram espertas e práticas. Não tem como não lembrar).
Meu cérebro não consegue assimilar mais tantos nomes compostos arranjados em combinações cada vez mais estranhas, coitado. Leandro e Leonardo era pra principiantes.

Fora as letras maravilhosas. Me contem, por favor, quem aí é que "chora na hora do prazer?", hein?
Quero chorar é de tristeza.

Mas esse ano eu tava numa vibe tão especialmente interiorana, tão misintindo figurante perdida de América, querendo dar de cara com Tião e touro Bandido (que descanse em paz, coitado) que aprendi todos os hits da galera que veio tocar aqui (tá, todos não. Mas o tópi fáive tava na ponta da língua!) e me joguei com vontade quase em todos os shows.

Aprendi aquelas dancinhas dois-pra-lá-dois-pra-cá, voltei pra casa todo dia descabelada, com barro até os joelhos (bendita seja a bota de montaria!), o cabelo duro de pinga com mel (não adianta: você pode nunca beber aquela joça, mas sempre tem uma amiga sem noção que te abraça e te deixa toda melada) e com um salgado de origem bastante duvidosa na barriga.


Porque, né. Let's embrace a experiência completa, gente. Se é pra ir em festa de peão, bora fazer isso direito e voltar torta de acordo.

A EAPIC é uma delícia e eu recomendo.
Apesar de já estar véia pra essas coisas, precisar de uns bons 3 dias pra pôr o sono em dia depois, com as pernas pra cima e tomando muita água, ainda tô firme e forte por lá, todo ano.

À cada ano menos firme e menos forte, mai tá valendo!

PS: Eu sei que a "Mudando de Assunto" é de quarta, mas como semana passada não teve, prometo dobradinha nessa, tá? :)

PS2: Amanhã paro com a vagabundagem e o blog volta à sua rotina!
Mas entendam, gathas, não há como render quando se tem pinga com mel no cabelo e uma puta dor nas pernas.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Mudando de Assunto... Ônibus não são coisas de deus!

Sabem, é engraçado. Eu nunca curti muito o processo de viajar. Sempre acabei tendo enjôos horríveis que me deixaram ligeiramente traumatizada.

Mas eu sempre amei VIAJAR. Estar em outro lugar, só pra não estar aqui mesmo, sabem?

Claro que, como boa creuza que sou, o lugar mais distante e exótico pra onde já fui foi Fortaleza, na viagem de formatura da oitava série. Mas ainda sim, existe uma paz em saber que eu estou chegando em algum outro lugar e que, depois, vou voltar pra casa.

Bom, tudo isso é muito lindo, muito poético, mas a verdade é que minhas viagens, além de me darem enjôo, nunca foram muito glamurosas.

Digo logo o porquê: ônibus. Sintam como essa palavra é maldita: ônibus.
Tem toda uma pronúncia diabólica e amaldiçoada.

Eu ODEIO viajar de ônibus. Com todas as minhas forças.

Acho que, provavelmente, é porque eu já esgotei a minha cota de ver rodoviárias nessa vida.
Ainda mais agora, que faço faculdade em SP. Toda vez que vou viajar pra ver minha mãe eu me arrasto desanimada até o Terminal Tietê.
Não porque eu não queira ir pra casa, mas porque me dá ojeriza pensar que vou ficar encarcerada naquela lesma de 43 lugares por muito mais tempo do que o necessário pra fazer o conhecido percurso de 230km.

Não entendem meu ódio por viagens de ônibus? Que tal eu ilustrar?

Uma vez, quando era criança ainda, eu estava viajando com a minha mãe pra São Paulo.
Enquanto me entretia com um saco enorme de gibis que eu tinha levado pra me distrair, ela resolveu descer na rodoviária de Campinas pra comprar um pão de queijo pra acabar com meu (eterno) enjôo.
Acontece que a gente nunca sabia quando o motorista estava avisando que teríamos uma parada de uns 10 minutos ou quando dizia que era só desembarque. Acho que dependia do humor deles, não é possível.
E aquele dia, quando ele grunhiu alguma coisa incompreensível e completamente ambígua, minha mãe desceu. E eu fiquei.
Mesmo absurdamente entretida nas Aventuras da Turma da Mônica, consegui perceber que alguma coisa estava errada quando, dali a alguns minutos, o ônibus começou a andar, entrou numa das avenidas principais... deixando minha mãe pra trás!
Resultado? Eu, aos 9 anos, correndo de meias (que criança consegue viajar de tênis? Me digam) de mãos dadas com o motorista de volta pra rodoviária ao encontro de uma mamis MUITO desesperada e MUITO puta da vida com o irresponsável do motorista! Segurando um pão de queijo, lógico.

Aliás, se eu odeio ônibus hoje em dia, quando eu era criança eu realmente tinha motivos de so-bra.
Hoje não se pode fumar durante às viagens, né? Ainda bem! Porque, antigamente, tinha gente que fumava, simplesmente, cigarros de palha!
Já sentiram o cheiro de cigarro de palha? Seu doce aroma? Nem queiram. Ainda mais durante uma viagem de três horas, sem ter pra onde fugir!

E não pensem que isso acontecia em companhias de ônibus de beira de estrada não, viu. Oi? Viação Cometa? Tidisprezu!

Isso, sem contar, com a vez em que tinha um cara bêbado filosofando alto à cada ida ao banheiro. À galera folgada que simplesmente é incapaz de entender que o número da poltrona escrito na passagem não é uma sugestão. À todas as vezes que uma criança chata sentou atrás de mim e ficou chutando meu assento. À todas as pessoas que demoram horrores pra atender o celular que toca a viagem inteira, com um ringtone inútil, e depois que atendem, falam gritando por uns dez minutos.

Não que toda viagem de ônibus seja ruim, mas eu já tô tão calejada que sempre espero pelo pior.

Por isso, já vou logo com meu kit viagem:

- Celular e fones de ouvido: ou ouço música de verdade, ou ponho os fones com ela desligada. Descobri que isso é ótimo pra desencorajar conversas inúteis e eternas com aquela figura animada que sentou do seu lado.

- Blusa de frio que dá pra guardar na bolsa: sempre, sempre, SEMPRE levo um casaquinho. Pode estar no mais alto verão ou no inverno de bater os dentes. Não adianta. O motorista sempre tenta (e muitas vezes, quase consegue) me congelar com aquele ar-condicionado estourando!

- Dramin: confesso que eu só comecei a tomar pra me ajudar um pouco com o enjôo, mas me apaixonei quando descobri o seu maravilhoso efeito colateral, o sono!
Além de não enjoar, ainda durmo gostoso boa parte da viagem. Ô, maravilha.
Minha mãe me disse muito bem pra tomar apenas metade, mas num dia em que eu realmente estava enjoada, acabei tomando um inteiro e... meldels. Jemte, babei gostoso por quase toda a viagem, mal consegui abrir os olhos e articular a boca pra perguntar pra menina do meu lado "Óóóndi é quiii aaa géééntchy táá?" e, só por pura sorte é que não fui parar em Minas.
Desci cambaleando do ônibus, capotei no sofá por mais umas duas horas e levei uma bronca sem tamanho da minha mãe depois.

Pois é.. Agora me digam, tô exagerando ou meu ódio é justificado?

PS: Me lembrem de contar da vez que a Viação Cometa cobrou R$70,00 por.. nada! E nunca devolveu!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mudando de Assunto... Coisas de São João..


Adoro essa tag porque, por incrível que pareça, é a que mais recebe comentários hahaha. Galera se identifica geral com as maluquices sem relação com make ou cosméticos, e eu adoro!

E, se vocês acham que eu tenho histórias malucas pra postar.. é porque ainda não viram a minha mãe! Hahaha

Dona Fátima é campeã de passar aperto/vergonha/carão/raiva que nem eu! Tá no saaangue, hahah!

Então, nada mais justo do que compartilhar as aventuras dela pra que todo mundo possa dar risada, né?

"Embora São João fique a apenas 230km da Capital (SP) e seja completamente civilizada/urbanizada e tal, existem algumas.. ahn.. 'curiosidades' campestres que a gente encontra por aqui.

Uma delas é dividir o espaço do trânsito com uma.. carroça! Isso mesmo, com cavalo, sitiante de chapéu e palha na boca, todo o clichê completinho.
Desde que estejam respeitando as leis de trânsito, não tem problema. 
Mas claro que cavalo não tem medo de tomar multa e muitas vezes não param por-nada-neste-mundo. 

Explico!

Há alguns anos, estava eu parada numa manhã de domingo numa das ruas do centro da cidade, esperando o sinal abrir. 
A rua estava vazia e, quando de repente olho pelo retrovisor, vejo uma carroça virando a esquina e vindo em direção do meu carro em desabalada carreira!

Ouço aquele barulho de cascos ficando cada vez mais alto, o cavalo completamente desgovernado se aproximando cada vez mais e nada dele brecar!
Paralisada de medo, só consigo ficar parada olhando pelo retrovisor sem acreditar que O CAVALO ESTÁ VINDO PRA CIMA DE MIM!!!

Eu penso: Ele vai parar. Ele vai parar. Meu Deus, ele não tá parandoooo!!!!!!!

Até que ouço um estrondo e vejo cavalo, seu-Zé-do-chapéu-de-palha, um menino e carroça passando numa bagunça só por cima do carro! Eu tinha acabado de ser atropelada por uma carroça desgovernada!!

Depois de destruir completamente o coitado do meu carro (que, alegria, alegria, era o meu primeiro 0km), tombou todo mundo no chão. O cavalo caiu, o senhorzinho e o menino que estavam na carroça estavam sentados no chão, meio desorientados.

Começou a juntar gente pra ver aquele acidente bizarro. 
Quase tendo um ataque do coração, desço do que sobrou do carro e ouço várias palavras de conforto e preocupação... pro povo da carroça!!!!! Como se eu, a vítima daquele expresso da morte da roça, não estivesse tremendo que nem vara verde de nervoso!

Mortificada pela injustiça, perguntei ao sitiante irresponsável:
- O senhor viu o que o senhor fez?!?!

E ele, ainda sentado no chão:
- Descurpa dona, nóis tava amansando o animar!

Ai meu deus.. definitivamente, essas coisas só em São João, viu!!!"

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mudando de Assunto... Conte a todo mundo que você é psicóloga! (NOT!)


Não sei se eu já falei aqui no blog, mas eu faço psicologia. Tô no 3º ano e aceitando propostas de estágio, BTW.

Adoro o curso, super adoro analisar qualquer porcaria e vejo mais significados nas coisas que bêbado esquizofrênico.

Mas eu acho que a lição mais valiosa que eu já aprendi até agora é: nunca conte à NINGUÉM que você é psicóloga. NUNCA!

Vergonha da profissão escolhida? Longe disso. 
É só que eu descobri que as pessoas ficam muito estranhas - leia-se loucas - quando eu conto isso. 
O povo faz cara feia e critica, ou fica animadíssimo e começa a despachar problemas e dúvidas existenciais em pleno supermercado, ou começa a discutir as vidas passadas com você... Não, não, não!
Não caiam nessa cilada que eu já caí muitas vezes. Não vale a pena. Nem um pouco.

Duvidam?
Pois eu tenho alguns "causos" (ao contrário do que o povo pensa, no interior a gente nunca fala essa palavra, hahaha) pra contar sobre isso.

"Por quê você não entra pra polícia?"
Um motorista contratado uma vez pela família do meu namorado (ele não é rico, não o sequestrem, hahaha) perguntou o que eu ia prestar no vestibular.

Eu: Psicologia 
Ele: Psicologia? Ih, credo. Escolhe uma profissão de verdade. O meu filho ia ser psicólogo, mas aí eu falei pra ele ir fazer logo enfermagem.
Eu: Hum.
Ele: Psicólogo é tudo esquisito. Lá no posto de saúde onde meu filho trabalha tem um e ele é meio "esquisito". (leia-se: gay)
Eu: Ah é?
Ele: É. Isso não é profissão de verdade. Por quê você não entra pra polícia? Policial que é profissão de verdade.
Eu: [modo cara de koo on] Hum. Vou pensar.

O que eu queria falar de verdade: Ôe, ameeego motorista sem formação acadêmica, dálissenssa que psicologia é profissão de verdade sim e OQUEQUEUMACOISATEMAVERCOMAOUTRA?!


"Só Freud e maconha"
Andando pelo campus, escuto uma conversa entre uns alunos na minha frente:
Fulano: O que o ciclano tá fazendo?
Beltrana: Tá fazendo psico.
Fulano: Ahh, mas é bem a cara do ciclano mesmo. Ficar fumando maconha e falando de Freud o dia inteiro.

O que eu queria fazer de verdade: Enfiar um baseado no nariz do infeliz que falou essa asneira.

"Cristais, energia, e medicina no correio"
Uma vez fui ao correio, enviar um simples Sedex. Sabe aquele atendente que fica puxando papo? Então, tinha um lá.
"Como você chama", "O que você faz"..

Ele: Ah, psicologia? 
Eu: É.
Ele: Que legal!
Eu: Eu também acho.
Ele: Eu gosto muito dessas coisas. Eu estudo umas coisas assim, de filosofia. Assim, por conta própria. Tava lendo um livro sobre ***patia (não lembro que palavra maluca era essa), que fala de cristais e das energias ligadas a eles e do nosso corpo..
Eu: Er.. moço, minha carta?
Ele: Ah, é. Então, mas você não acha que a sociedade ocidental prioriza muito mais o uso da medicina alopática do que homeopática?
Eu: Eu.. eu.. não sei, moço! Eu quero mandar por Sedex!
Ele: Ah, tá bom. Dez reais. Você mora aqui perto? Podia passar aqui e vir conversar comigo de vez em quando.
Eu: Não, moro na Freguesia do Ó (mentira, moro ali do lado). Tchau, obrigada!

O que eu queria falar de verdade: Que mané cristais e homeopatia?? Eu não estudo nada disso! Só vim aqui mandar uma carta, PELOAMORDEJESUSCRISTO!!

Tá bom pra vocês?

Isso quando não me vêm os bêbados nas festas contar porque brigaram com a namorada. 
Gente estranha que fica sabendo que eu faço psicologia e vem me contar problemas (íntimos, muito íntimos, minha gente). 
O povo louco vindo me perguntar de religião, de sobrenatural, de mensagem subliminar, de hipnose.

Por isso, cara leitora e colega de curso/profissão, ficadica.

Quando diante da pergunta "o que você faz?", responda uma das alternativas abaixo:

a) Estudo Aramaico.
b) Caço urubus.
c) Sou mecânica.
d) Vendo pastel.
e) No hablo portugues.

Fuja. Corra. Se esconda!
Boa coisa não pode vir de falar a verdade!!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mudando de Assunto... Suewellyn: a saga da piriguétchy inglesa


Ontem a "religiosidade" dessa tag se quebrou. Acabei não postando.

Mããns, sem problemas, posto hoje, postarei é AGORA! Hahaha

Percebi que não tinha contado direito a saga de Suewellyn, a piriguétchy da Inglaterra do livro que eu tava lendo. E como uma leitora, pediu.. Pedido de leitora, é ordem!

Bom, como vocês sabem, depois da minha decepção com o todopop "Morro dos Ventos Uivantes", achei um livro perdido nos confins da biblioteca da faculdade, li a primeira página, gostei e resolvi levar pra casa.

O livro era de uma escritora inglesa que eu nunca tinha ouvido falar, Victoria Holt. Depois, descobri que ela era um dos muitos pseudônimos de Eleanor Hibbert, uma das mais prolíficas (? - continuo sem saber o que é isso) escritoras inglesas de ficção do mundo.

O nome do dito é "A máscara da sedutora", e me rendeu maus momentos na academia, quando levei pra ler enquanto fazia bicicleta e meu professor encasquetou que era um livro pornô. 
Ele me prometeu um exemplar de "Sabrina", haha. Ai, desgraça.

Bom, apesar de ter me gerado uma má reputação na academia, o livro é muito bom.

É a história de uma menininha que vive com uma família que não é dela e a despréééza total. Já sentiram o porque a vibe do nome de novela mexicana, né.

Enrola um pouco nesse sofrimento inicial, pra depois chegar a mãe verdadeira dela, que costumava visitá-la lá, e fugir com a menina.

Daí, começa um parênteses em que a autora conta a história da mãe dela, Annabel. Ela mesmo já era toda piriguétchy, curtia um bophe e fazer uma inveja pra prima rica dela, a Jessamy (eu sei, hahaha).

Só que a Jessamy - rica, porém feiosa - consegue um casamento tudibão com um médico partidão que mora num castelo.

CLAARO que Annabel acaba se apaixonando por ele, mas antes de conhecê-lo como noivo da amygha. Gente, atóron essas vibes meio Maria do Bairro, com história de amor proibido e sofrimento exagerado. Super me atrai.

Pra mim, novela mexicana sempre foi obra de arte. Eu sei que era tosco, mas é aquele tipo de coisa que, de tão ruim, fica bom!

Olha só que trendsetter que era a Televisa, colocando delineador e cílios postiços até nas faxineiras? Lançando temdemsia desde... bom, sei lá, desde muito tempo atrás!

E o melhor é que só tinha um galã em todas as novelas, hahaha! O Fernando Colunga nunca tirou férias na vida, coitado. Fato.

Ah, creuza. Não me julgue. Falae se você também não sabia a abertura da Usurpadora de cor, vai!


Paola Braccho te despréééza!

Enfim, voltando (foco, criatura).

Então depois de Jessamy amarrar o bophe, os dois vão morar no tal castelo e chamam a prima pra ir junto. 

Claro que não ia dar certo, néam. A primoca safadeenha e Joel, o marido infiel começam um caso. Aí a novela mexicana ganha uma vibe toda The Tudors, pois o castelo é um lugar muito propício para esta - e outras!- infidelidades.

Acontece que - bapho!- Annabel engravida da menina e os dois acabam fugindo pra uma ilha. Onde tem um vulcão.

Sim, minha gente, tem de tudo nesse livro. Novela mexicana, The Tudors, Australia, tudo. Dona Victoria era uma pessoa muito eclética e quis colocar todas as suas idéias numa saga só.

Deu no que deu.

Tem mais, muito mais drama, com direito a irmão matando irmão, ilha sendo destruída por um vulcão, assassinatos, intrigas e tals..

Eu achei o livro muito engraçado por essa ânsia da autora de escrever 23 histórias em uma só. É legal de ler, gostoso, mas tinha horas que eu parava e ria sozinha da bagunça.

Honestamente, acho que ela podia ter desenvolvido mais umas partes interessantes, mas mesmo assim eu recomendo. Se não pela história, pelos nomes maravilhosos.

Gente, vamos parar e refletir nesse nome. Quem nomeia uma criança assim? 
E depois fala que pobre é que é uma desgraça, que dá uns nomes toscos. 

A mãe dela fica rica, mora nasoropa e ainda me dá esse nome de quenga pra criatura. Não me conformo na falta de noção.

Agora que o livro acabou, eu surtei com Saramago (que desconhece parágrafos e travessões) pra faculdade, desisti na página 80 (credoemcruz, como era chato) e fui lá achar outro livro da mesma autora: "A mulher secreta".

Só digo duas coisas:

- Victoria Holtz adora adjetivos começados com "s"

- Nem preciso dizer o que meu professor da academia disse do livro novo.

PS: desculpem por esse post doido, tô muito louca hoje, hahaha.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Mudando de Assunto... Punk Goes Pop


Outro dia, conversando com meu primo no msn, ele me mandou o link de um vídeo do youtube.

Era esse vídeo aqui, uma versão cover de "Toxic" da Britney. Quem canta é a banda Static Lullaby, de quem eu nunca tinha ouvido falar, mas que fizeram a música ficar bem bad ass.

Acontece que é uma versão rock (muito boa) da música original, com direito à várias piriguétchys vestidas à la Britoca-foi-ao-sexy-shop fazendo caras idiotas e agarrando o vocalista (e todo o resto das pessoas, incluindo a galera do backstage). Hi-lá-rio. 

Loiras toscas e cara chato berrando à parte, ficou ótima!

Eu adoro quando regravam músicas famosas de um jeito completamente diferente, que a gente nunca ia imaginar.

Pesquisando um pouco no gúgou nosso de cada dia, descobri que a música faz parte de uma coletânea chamada Punk Goes Pop, mais precisamente, no volume 2:



A idéia é bem legal: pegar vários hits dos quais os Justins e Brits da vida se orgulham e transformar numa versão mais hardcore.

Baixei pra conferir!

Bom, vamos lá:

Adorei a versão de What Goes Around, Comes Around do Alesana, mas também tiraria esse cão raivoso que fica berrando. Justino (by Dani, haha) teria vergonha e não arriscaria seus passinhos no estilo Michael Jackson se cantasse com eles.

A de Apologize tá ainda meio calminha, comparada com a de Baby One More Time, onde nem cogitei que fosse esse tal de August Burns Red cantando, mas sim a Srta. Spears completamente possuída:

HIT ME BABY ONE MORE TÁÁÁIMEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!! YEAAAAAAAAAHH!!!

Como vocês podem ver, nem toda versão fica boa. Além dessa desgraça aí de cima, tem também tem uma de I Kissed A Girl cantada por alguém que eu acho que é a Cher ou o R2D2.

A Beautiful Girls do Bayside é uma tentativa honrosa, mas desafinada de regravar a música do Sean Kingston. Não adianta, não há versão dessa bendita que eu goste.

Bom, gostar eu gostei também da See You Again da Breath Caroline (que deve ser filha da Cher) e da Disturbia do The Cab, mas a campeã na minha opinião foi When I Grow Up do Mayday Parade, que ficou móóito superior à das Pussycat Dolls.

O melhor foi ouvir um cara cantando a parte onde elas dizem que, quando crescessem, elas queriam ter peitos.


Como assim, cara?!


Adoro essas versões completamente nada a ver, mas que dão certo. 

Sim,que dão certo. Porque depois que o Calypso cometeu a heresia de regravar Keane em versão forró e que Stefhany quase matou a música da Vanessa Carlton, todo cuidado é pouco com esses covers da vida.


PS: Pra quem quiser baixar o cd, tem aqui. 

PS2: Só eu me incomodo muito com esse povo gritando querendo ficar com amidalite? Oi? Toma banho frio e corre pela rua pelado, mas não estoura os meus ouvidos, plis.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Mudando de Assunto... Stephenie Meyer ataca novamente!


Outro dia, voltando da faculdade, resolvi dar uma passadinha na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. 

Às vezes eu gosto de ficar lá olhando aquele mundarél de livros e pensando qual poderá ser a minha próxima compra, vendo se eu descubro alguma coisa interessante.

E acabei descobrindo dois outros livros da Stephenie Meyer, autora do Crepúsculo e de toda sua saga.

O primeiro se chama The Host, e só tinha em inglês. 
A sinopse dizia o seguinte:

A terra tinha sido invadida por extra-terrestres e ZzZzZzzZZZ.... Hum? Oi?

ET? Sério, Meyer? ET? 
De vampiros gatos e lobisomens sarados você foi pra ETs??

Gente, não é por nada não, mas tenho uma preguiiiça de livro/filme e qualquer outra coisa relacionada a extra-terrestres. Tirando Independence Day, que esse eu gostei, todos os filmes pra mim são muito absurdos e muito chatos.

Bom, mas continuando. A maioria da raça humana já foi aniquilada. Claro, óbvio. Vocês já viram história de ET em que a gente dura? Parece pêra madura, vamo tudo caindo. A nave apontou no céu, a gente já morreu. Gente, deixa  a gente viver. Deixem os ETs virem, visitarem, e irem embora. Claro, porque outro ponto repetido dessas histórias de invasão alienígena é que eles sempre querem nos dominar, querem nos aniquilar, ficar com a Terra, e tals.. Boring.

Então, os alienígenas invasores de corpos (!!!) chegam pra abalar e tudo mais, e um deles, ou melhor, uma delas, Wandever invade o corpo de uma menina chamada Melanie. Só que a creuza se recusa a sair do próprio corpo e deixar essa alienígena espaçosa possuí-la, então as duas ficam lá, dividindo espaço e armando mó barraco pra ver quem ganha.

E fica melhor. Aah sim, fica. Claro que, sendo a Meyer, vocês não achavam que não ia ter um triângulo amoroso pra lá de esquisito? Pois tem. Melanie gosta de Jared. E Wandever gosta também, porque divide as emoções da menina. E aí as duas colegas de corpo vão procurar Jared, porque oi?, esqueceram que a Terra foi invadida e a galera tá tudo morrendo? Tem que ver se o homem tá vivo. Ai, ti munito.

Eu arregalei um olho deste tamanho depois de ler que era o primeiro triângulo amoroso com apenas dois corpos. Credo.
Gente, a mulher tá doida, surtada. Tomou água de bateria. Caiu no box. Não é possível, só pode ter batido a cabeça. Não sei o que se passa.

E o melhor foi ter achado na internet a crítica de uma menina que achou o livro "leve e divertido", hahahaha. Então tá. 
Se alguém aí quiser se arriscar e contar como é que um livro sobre uma invasão alienígena e um corpo possuído apaixonado por um cara pode ser leve e divertido, por favor, me avise.

Mas vamos falar agora de outro livro dela, um que eu realmente cogito comprar, o Formaturas Infernais.



É um livro de contos escrito pela autora de Crepúsculo, Meg Cabot (O diário da princesa) e mais outras três autoras sobre como há coisas piores na formatura do que se esborrachar quando for pegar o diploma.

Esse eu até me interessei, porque achei o tema diferente. Mais aceitável. Menos sem noção.

E confesso que fiquei curiosa com essa combinação estranha de autoras. Que a Meyer é uma gótica-dark-do-mal-das-trevas e só gosta de escrever coisa sombria, a gente já sabe, mas muito me admira a Meg Cabot, Sra. Livros Felizes e Saltitantes, escrevendo sobre isso.

Pra quem se interessar, o The Host tá custando R$40,00 e o Formaturas Infernais tá saindo por R$35,00, ambos na Livraria Cultura.

Pra quem tem o cartão de fidelidade da loja é mais interessante, porque o primeiro sai por R$32,53 e o segundo sai por R$28,00. É de graça, feito na hora e dá pra usá-lo pra descontos em compras online também.

Hmmm.. deixa a saga da piriguétchy da Suewellyn acabar! Hohoho!


quarta-feira, 6 de maio de 2009

Mudando de Assunto... Palestra do Patch Adams


Ontem fui a uma palestra do Patch Adams, o excêntrico médico em pessoa. 
A palestra foi meio mal divulgada na minha opinião. Fiquei sabendo através de uma amiga e me inscrevi no último dia. À noite. Ou seja, nem deu pra divulgar. Sad.

Rolou aqui no Club Homs, na Paulista.
Fui com minhas amigas da faculdade, todas animadíssimas. Quando que a gente ia imaginar uma oportunidade dessa surgiria? Afinal, Patch é ídolo, praticamente.

Enfim, todo mundo excitadíssimo, umas mil pessoas lá no auditório aplaudindo enlouquecidas quando ele entrou, no seu mais de 1,80m, cabelos grisalhos quase até a cintura, bigodón e uma roupa no melhor estilo Falcão.

Eu fui com minhas expectativas lá em cima, esperando absorver todas as palavras sábias daquele mestre. Such a mistake.

Me decepcionei, essa é a verdade.

Acontece que a palestra não foi nada do que eu imaginava, porque Patch Adams não era nada do que eu esperava.
Esperava ouvir sobre as idéias dele, os feitos, as realizações, o que ele gostaria de fazer e, claro, sobre toda a sua filosofia inusitada, seu modo peculiar de praticar a medicina.
Ao invés disso, me vi no meio de um discurso motivacional. Auto-ajuda pura.
Acontece que ele só deu dicas pra melhorar sua vida, do tipo "seja feliz". Foi um festival de clichês, com direito a um dos meus maiores momentos de vergonha alheia por alguém evá:

Patch:
- Todo mundo gritando: "Eu sou um herói!"

(Quase) Todo mundo:
- Eu sou um herói!!!!!

Ai, meu senso de ridículo.

Acontece que foram basicamente duas horas de positividade forçada enfiada guela abaixo, de frases clichezonas, como "Ame a vida", "Amo todas as pessoas!", "Amo amar!" e tals, regada a algumas pérolas que me fizeram querer levantar e ir embora, tipo:

"A depressão não é uma doença. Ela foi inventada pela indústria farmacêutica pra que as pessoas comprem remédios que não precisam. Ela é só um sintoma da solidão. A solução é fazer amigos!"

ou

"Na nossa clínica, NUNCA demos um remédio a um paciente sofrendo de doença mental. Só tratamos com amor!"

ou ainda

"Decidi que nunca mais seria infeliz na vida. Não ficaria triste mais nenhum dia!"

Gente, pelamor.
Cheguei a ficar triste é de ouvir esses absurdos.
Então depressão é estar sem amigos? Ah, meu Deus, todo mundo sabe que o negócio não é tão simples assim, vai. Quanta gente tem tantas pessoas ao seu redor e vive uma angústia enorme sem saber direito o porque? E os traumas que causam depressão? 

E isso de não dar remédio pra doentes mentais? 
Vou tratar psicopatas com beijinhos. Esquizofrênicos com abraços.
Isso é uma irresponsabilidade de se dizer, porque a pessoa pode não ter só um problema psicológico, mas também uma alteração química cerebral. Vou tratar os neurônios como? Fazendo cócegas pra eles ficarem felizes?

E essa asneira de ser feliz todo o tempo, o tempo todo, eu nem queria comentar. Super possível, né? Super verdade.
Ninguém sofre perdas, fica doente, tem seus dias de tristeza. Nãão, magina.

Desculpem meu cinismo extremo, mas fiquei muito decepcionada com essa palestra, e até me dói ter que criticá-lo, porque eu tinha muito carinho pela imagem que eu tinha dele na minha cabeça.
E o pior é que eu acho ele tem tanta coisa interessante pra dizer sobre ele, sobre o seu trabalho, que é uma coisa pioneira, inovadora.. E aí me aparece vestido de palhaço falando essas coisas?

É de ficar triste mesmo.

Eu sou contra também esse entupimento das pessoas por remédios, abomino medicação desnecessária. E, além disso, ela tem que vir acompanhada de tratamento psicológico. E vice-versa. 
Só amor ou só remédios não ajudam realmente.
Acho que o tratamento médico pode ser algo equilibrado: o médico não precisa ser de gelo, te olhando só como uma doença a ser curada, e não como uma pessoa, te tratando de forma impessoal e negligente. Mas também não quero que um maluco chegue na sala e me abrace, diga que me ama e peça pra eu contar os meus sonhos mais doces. 
Acho que dá pra chegar a um meio-termo, aproveitando os avanços da medicina até agora de forma responsável e dando um tratamento mais humano pras pessoas.

Mas sou terminantemente contra excessos. Excesso de pessimismo e excesso de positividade, aquela alegria forçada e quase maníaca.
Não gosto de coisas de auto-ajuda, tipo "Seja feliz em 5 passos" ou "Cure todos os seus problemas em apenas 30 minutos". Odeio soluções pra problemas psicológicos do tipo "faça você mesmo".

Acho que saúde, ainda mais saúde mental e psicológica é uma coisa que deve ser levada a sério. Odeio essa banalização do amor e da tristeza. Dizer que pra todo mundo "eu te amo" é a morte pra mim. Porque ninguém ama todo mundo!

E foi uma tristeza ouvir uma pessoa respeitada mundialmente falar pra uma sala lotada de gente que é possível, sim, ser 100% feliz 100% do tempo. 
Essa visão extrema e simplista pra mim é perigosa. Essa ditadura da felicidade, idem.

Eu é que não quero ser obrigada a ser feliz.
Me reservo no direito de ficar triste, às vezes. De sofrer, se assim for necessário. Essas coisas são parte da vida, e a melhor forma de lidar é entender e aceitar que elas existem, e não entrar numa negação doida que nem ele.

Podem xingar, jogar sapato, enfim.. Sei que a maioria não deve ter gostado de ter lido isso, porque Patch Adams é super querido. 
Mas acreditem, se alguém tivesse me contado, se eu não tivesse visto com meus próprios olhos e ouvido com meus próprios ouvidos, eu também não acreditaria.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Mudando de Assunto... Livros famosos que decepcionam

*** Esse post contém spoilers do livro "O Morro dos Ventos Uivantes"

Hoje eu inauguro uma nova tag aqui no Pimenta Rosa: Mudando de Assunto.

Uma vez por semana, religiosamente (espero), vou tirar um dia pra postar algo não relacionado com makes e afins.

Não, não me odeiem, mas é que eu gosto taanto das minhas leitoras que quero falar sobre mil assuntos com elas! :)

E de make eu falo todo dia, néam? Vamos falar de outra coisa toda quarta feira?

Bom, vou começar falando de livros famosos que depecionam o leitor. Livros não, livro, no singular.

Tipo, quando eu acabei de ler Eclipse *suspiro*, eu fiquei meio órfã de livros. E agora? Sair de Forks pra ir pra onde?

Vocês não odeiam quando isso acontece? A gente tá super envolvida em uma história e.. o livro acaba! Eae? Fazer o quê? 
Sorte que Crepúsculo é uma série, mas o mardito do último livro só sai em Junho. 

Sendo a traça que sou, eu simplesmente não consigo ficar sem ler alguma coisa. Qualquer coisa. Serve receita de bolo, rótulo de shampoo. Preciso cansar uzóio com umas letrinhas miúdas.

Quem me inspirou no meu próximo livro foi a própria Bella sem sal, nem açúcar. Ela não vivia de nariz enfiado no "Morro dos Ventos Uivantes"?
Ok. Vamos ver o que tem de tão bom nele assim.

Pensei em comprar, mas aí vi que tinha na beloved biblioteca da faculdade (chamada carinhosamente de "bíbou" - sim gente, eu apelidei a biblioteca. Sou nerd assim, haha) e foi de lá mesmo que eu tirei.

O enredo é mais ou menos assim: Heathcliff e Cathy são apaixonados um pelo outro, mas existem mil coisas pra impedí-los de ficar juntos. Além deles mesmo.

Mas quem espera uma história de amor, com o casal principal meigo e apaixonado chorando as pitangas por estarem longe um do outro, pode tirar o cavalo da chuva. Tá, eles choram as pitangas por não estarem juntos, mas gentchi, que povo mais barraqueiro. Sério.

Heathcliff e Cathy vivem aquele amor bandido de "você não vale nada mais eu gosto de você", sacam?
Ele é um perverso horroroso e ela é uma mimada insuportável. Os dois mais se xingam do que trocam juras de amor. Só falta sair tapa na cara.
E tipo.. na metade do livro, ela morre. Oi, comofaz????

Tá bom que eu tô metendo o pau num clássico eterno, então, como diria Milena, "corre e desvia das sapatadas", haha. Sério, gente, o livro sucks total. É só desgraça digna de novela mexicana, mas sem o casal apaixonado no final. O povo é super barraqueiro, vive se xingando, se odiando, quebrando a casa, se batendo. Uó. 

A única alma que presta é a Catherine, filha da Cathy com outro cara. E ela ainda se apaixona pelo filho do Heathcliff, que é uma beecheenha (será que pode falar isso? haha) muito da chata e fresca.

Aff. 
Li, incrédula, até o final. Mais de inconformidade pelo livro ser tão decepcionante do que por vontade. Juro que até o último segundo eu esperava uma reviravolta. Um gancho pra um final fantástico. Um bilhete escrito "pegadinha do malandro". Nada.

É daqueles livros que acabam do nada, sabe?

Desculpem, desculpem, desculpem por ofender um clássico, mas confesso que foi a maior decepção. O que aquela chata da Bella vê nele, eu não sei.

Daí eu fiquei super frustrada e bookless novamente. 
Voltei à bíbou querida e amada e fuçando numas estantes desconhecidas achei "A máscara da sedutora", da Victoria Holt. Abstenham esse nome tosco de novela mexicana/filme pornô, porque a história tá muito boa.

É a sagade uma menina chamada Suewellyn (JURO que é o nome dela mesmo. Não tô zuando vocês. Nem eu seria capaz de inventar um nome piriguétchy desses) e da família dela, Anabel e Joel. Acontece que ela é uma filha bastarda e a história dela é contada ao longo do livro, explicando também o affair que resultou na garota.

Nunca ouvi falar de Victoria Holt. Prazer, gatha. 
Wikipedia me contou que esse nome é um dos muitos pseudônimos da dona Eleanor Hibbert e que ela foi uma das mais prolíficas (?) escritoras inglesas de ficção do mundo. Ahn? Tá bom pra vocês?

As coisas que a gente descobre à toa na biblioteca.

Enfim, até agora recomendo o livro, a história é bem legal. Uma coisa meio The Tudors com menos putaria.

O duro é que o livro é tão velhaco que só tem em sebos. Recomendo o Estante Virtual, maior do Brasil. 

Pra vocês verem que nome não é tudo, né. Eu tava super empolgada com o "Morro dos Ventos Uivantes", achando que ia ser aquela história de amor de chorar até ficar cega com os olhos inchados, abraçar o travesseiro e me perguntar "Por quêêê, Meu Deus, eu não nasci nessa épocaa?"

Mas não. Aliás, acho que se Heathcliff e Cathy vivessem nos dias de hoje, morariam num cortiço e ia baixar a polícia toda noite. 

Ô, povo grosso.

PS: Esqueci de contar. Suewellyn tem uma meia irmã: Susannah. Hahahahahhahahahah!